ARTESÃ PARINTINENSE NO FASHION REVOLUTION QUE REÚNE 100 PAÍSES

 

Artesã Regiane Lima coloca Parintins, pela primeira vez, no circuito do Fashion Revolution

Parintins ganha voz em um dos maiores movimentos globais de moda sustentável, o Fashion Revolution. Representando o município, a artesã e empreendedora criativa Regiane Lima participa do evento que reúne mais de 100 países em torno de uma agenda que articula moda, sustentabilidade e justiça climática. 

Regiane construiu sua trajetória a partir de um interesse pessoal que se transformou em profissão. Há 25 anos vivendo na cidade, ela desenvolve um trabalho que une cultura, sustentabilidade e inovação.

Ainda na infância, aos 7 anos, ela  já observava técnicas e testava materiais. O que começou como uma expressão pessoal, aos poucos, ganhou reconhecimento e abriu caminho para a profissionalização.

Do desejo de criar veio também o empreendedorismo, com a produção de peças autorais ligadas ao Festival de Parintins. Mais recentemente, esse percurso avançou para a moda autoral com o projeto “Retalhos da Cultura”, que transforma resíduos têxteis do Festival, como tecidos de alegorias, sementes e penas, em novas peças.

“O mundo já conhece o que a gente apresenta na arena, mas ainda precisa conhecer o nosso trabalho artesanal. Tudo aquilo que aparece nas grandes alegorias também é feito à mão. Existe um corpo inteiro de profissionais na ilha que trabalha o ano todo. Esse artesanato pode ir além, se adaptar ao mercado e chegar a outras áreas, como decoração, arquitetura e cenografia. A Amazônia está em evidência, o Norte está em evidência, e a gente precisa ocupar esse espaço também”, destacou.

Além da atuação individual, Regiane também se organiza de forma coletiva. Ela integra o grupo “Mãos Criadoras”, que reúne 64 artesãos em Parintins e desenvolve ações de formação, capacitação e geração de renda. Entre os resultados está a realização da 1ª Feira do Artesão em Parintins.


Fashion Revolution

Em 2026, Parintins passa a integrar oficialmente o circuito do Fashion Revolution e, pela primeira vez, conta com uma representante local: Regiane Lima, que atua conectando a produção artesanal da cidade às discussões globais sobre o setor.

No dia 18 de abril, o município realizou sua primeira programação alinhada ao calendário do movimento. As atividades incluíram a exposição do projeto “Retalhos da Cultura”, do qual Regiane participa, e um painel interativo que evidenciou quem está por trás da produção de moda na Amazônia, destacando trabalhadores e processos. As ações reuniram a equipe do projeto, o coletivo Mãos Criadoras e o público que acompanhou a programação.

No Brasil, a articulação é conduzida pelo Fashion Revolution Brasil, responsável por mobilizar ações em diferentes territórios. Segundo Regiane, a atuação se mantém  ativa ao longo do ano.

“As ações acontecem, principalmente, no mês de abril, quando há uma mobilização mais efetiva. No entanto, todo o processo de relacionamento, construção, diálogo e formação em torno dessas pautas vem sendo desenvolvido desde o ano passado.

Desde então, participamos de reuniões online, palestras e encontros, justamente para entender melhor esse contexto e nos capacitar”, destacou. 


Texto: Jackeline Carvalho - SECOM

Fotos: Simone Brandão 

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